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sexta-feira, 26 de junho de 2009

News Games: e aqui Brasil parte 1

  • Eleições nos EUA
O site G1 disponibiliza diversos NewsGames. Geralmente eles têm como gancho algum acontecimento factual, e assim, aproveitam para abordar um histórico. Um exemplo é sobre as eleições dos Estados Unidos, lançado no dia 30 de janeiro de 2009. Antes e durante o Quiz, o internauta pode obter ajudar através de uma “colinha”. Nesta página há informações sintetizadas sobre os acontecimentos e o funcionamento das eleições norte americanas. O objetivo é contextualizar a pessoa que não tem informações básicas sobre o assunto.
Antes de iniciar o jogo, o G1 provoca o leitor: “Você sabe onde Obama nasceu?”; “O G1 quer testar os seus conhecimentos sobre as eleições dos Estados Unidos”. Ao começar o jogo, são feitas perguntas com quatro opções de resposta. Independente do acerto ou erro, após cada resposta uma imagem relacionada ao tema da pergunta aparece e um link é disponibilizado para obter mais informações. No caso, em uma das etapas é questionado de qual Estado Hillary Clinton era senadora. Após a resposta do internauta, ele poderia ver o perfil completo da ex-candidata a presidência dos EUA. Ao terminar as dez questões, aparece o número total de erros e acertos como uma frase de parabenização ou crítica.
O que se percebe nos news games do portal G1, é que eles além de disponibilizar o jogo, também oferecem conteúdos relacionados para que a pessoa possa se informar melhor sobre o assunto, e é claro, continue navegando pelo site.

  • Desafio dos Craques
O jogo informativo é disponibilizado pelo site estadão.com.br. O formato é interessante, se assemelhando muito ao método de cartas. O internauta joga contra o “computador”, cada um começa com 23 cartas. Em cada uma tem o perfil do desempenho de um jogador de futebol, no total, nove dados são disponibilizados. O objetivo é que quem esteja jogando escolha o número em que o jogador em questão tenha mais vantagens em relação a carta que está com o adversário. Por exemplo: o internauta está com a carta do Zico que possui 249 jogos, caso o computador tenha a carta do Keirrison, que possui só 31 jogos, o internauta ganhará a carta do computador. Quem ganhar todas as cartas do jogo é o vencedor.

O tema do newsgame é o futebol com foco no Brasileirão. Jogadores de todas as épocas são colocados em questão, desde Zico até Ronaldo. O formato é interessante, diferente dos demais que se assemelham a um quiz. O único problema desse jogo é o fato de não possuir links para que o internauta possa ler mais sobre o assunto, as únicas notícias disponíveis são as factuais, que ficam no espaço de “últimas notícias”, sendo que muitas delas não são relacionadas com o futebol e muito menos com o campeonato brasileirão.
O jogo pode acessado em:

  • Ajude Barack Obama assumir a presidência
O jogo, que foi disponibilizado pelo portal Uol em 16 de janeiro de 2009, é baseado em um quiz de perguntas e respostas. O objetivo é responder, e acertar, nove perguntas para que Barack Obama possa tomar a sua posse. A cada acerto, o atual presidente dos EUA pula uma urna. Caso o internauta erre, ele pode tentar de novo sem nenhuma perda, ou até pedir uma dica disponibilizada no canto superior da tela. Um fato interessante, é que logo após cada acerto, é contada alguma informação sobre o modo como é realizada a posse dos presidentes norte-americanos, além de algumas curiosidades sobre a história da política deste país. Quando o jogador erra, aparece o McCain fazendo um sinal negativo. Ao terminar o ciclo de perguntas, o game parabeniza dizendo que “você ajudou Obama a tomar posse”.


O jogo é bastante informativo, são exibidas muitas curiosidades difíceis de serem encontradas em um jornal, por exemplo. As perguntas são focadas em Obama e nas pessoas/acontecimentos que se relacionam com a sua corrida presidencial. Caso o internauta queria saber mais sobre o assunto, é disponibilizado um link que direciona para uma página com um especial sobre a posse do presidente.

Os responsáveis por este trabalho são: Agnaldo Montesso, Fernanda Couto, Gisele Nishiyama, José Tarcísio Filho, Luciana Melo, Lúcio Érico, Mário Vítor Filho, Sabrina Areias

NewsGames: aqui no Brasil parte 2

  • ÁudioPop
O Áudiopop, funciona em formato de quiz, a qual o jogador irá testar os seus conhecimentos para ver se realmente está atualizado quanto às personalidades políticas, mas com um diferencial: você deve reconhecer os donos das 12 frases de áudio. Uma característica interessante do newsgame é exatamente essa: misturar o lado educacional com diversão, algo que o jornalismo estava perdendo.

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  • Games das eleições
O Portal Uai, lançou o “Game das Eleições” em 2008, na época das eleições municipais em Belo Horizonte. O jogo compara a opinião de internautas da cidade sobre temas importantes e em alta, com a opinião dos 9 candidatos que estavam concorrendo à prefeitura. Navegando no Portal, é possível também assistir a uma reportagem produzida pela TV Alterosa sobre esse Game, que trouxe um novo modo de lançar bases a escolhas de candidatos.


A revista Veja também fez uso deste tema para colocar ao ar um newsgame: a versão on-line da revista disponibilizou um game sobre as eleições municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A revista Superinteressante, é, da mesma forma, uma adepta dessa novidade. Porém, caracteriza os jogos como infográficos online. Por meio desses jogos, o leitor da revista pode aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto, veiculado na edição impressa.
O editor da Superinteressante online, Rafael Kenski, afirma que o newsgame é um braço dos serious game, é ele quem produz seus próprios newsgames dentro da redação da revista. Um bom exemplo que tem criado grande repercussão na rede é o caso do Jogo da Máfia criado a partir da reportagem de capa da edição número 262, fevereiro de 2009.
O NewsGame da Máfia usa como cenários as regiões onde as organizações criminosas comercializam seus produtos como por exemplo drogas, armas e até mesmo jogadores de futebol. Um dos objetivos do jogo é que você enriqueça comprando barato e vendendo caro, até “subir” para cargos mais altos dentro da organização.
Com o intuito de “simular” as mesmas operações, nesse jogo da máfia o jogador é um policial infiltrado nessa organização, que deve crescer dentro da organização, ao ponto de conhecer o chefão e prendê-lo. Para isso, o jogador deve obter lucro em suas negociações, mas enfrentando dificuldades similares a da vida real, como: escapar da Interpol: seja por suborno ou fugindo com a mercadoria e custo das viagens.
Cada parte do mundo “produz algo que é mais barato”, nesse caso, o que é mais barato é devido à natureza de onde geralmente surgem as grandes negociações daquele produto ilegal no país, baseado na vida real. Por exemplo: A América do Sul possui menor taxa para negociação de jogadores de Futebol, mas vale o triplo na Europa.
Com uma dinâmica simples, o jogo é fácil de jogar, exigindo apenas paciência, baseado em uma plataforma de jogos de estratégia. A informação aparece nas viagens: quando o jogador decidi se deslocar de um país para outro, aparece um quadro de informações sobre esse novo “ambiente”, com informações sobre o tipo de contrabando que há no país, sendo o mais barato aquele que representa a principal atividade criminosa do país em questão.
Um jogo com informações interessantes, viciante e intuitivo, esse é um ótimo exemplo de News game, que diverte e informa.

Os responsáveis por este trabalho são: Agnaldo Montesso, Fernanda Couto, Gisele Nishiyama, José Tarcísio Filho, Luciana Melo, Lúcio Érico, Mário Vítor Filho, Sabrina Areias

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Infográficos: exemplos

Chovem exemplos na Internet de infográficos bem feitos e que tratam de temas interessantes. Listamos alguns para vocês:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Reportagem Multimídia: As experiências brasileiras

A utilização dos recursos multimídia no Brasil encontra-se dividida em dois grandes eixos: matérias em vídeo e grandes reportagens que seguem uma estrutura baseada na de um site. Embora muitos jornais já se utilizem deste modelo, ainda há uma limitação por parte dos veículos tradicionais.
O Estado de São Paulo, por exemplo, possui em seu site uma seção destinada apenas as reportagens multimídias, no entanto, estas matérias não são tão exploradas quanto poderiam. Alguns exemplos dessa abordagem simplificada são as reportagens sobre o Festival de Cannes e o caso do vôo da Air France.
Algumas vezes o recurso, apesar de tratado como matéria, fica mais próximo do infográfico do que de uma reportagem multimídia. O jornal Folha de São Paulo mostra-se ainda mais atrasado do que o Estadão, pois em seu conteúdo foi encontrada apenas uma reportagem multimídia, produzida pelos trainnes do Grupo Folha.
A matéria trata de uma reunião que culminou no golpe final da ditadura, o AI-5, e foi muito bem produzida, contando com diversos áudios e uma boa interatividade. Mas, infelizmente, a presença de apenas uma matéria deixa a desejar em relação a utilização dos recursos em questão. Mas o setor tem-se mostrado em crescimento devido à experimentação daqueles que estão descontentes com as formas tradicionais do jornalismo.
Alunos de universidades e mesmos profissionais já consolidados vêem na reportagem multimídia um novo formato, mais promissor para o atual mercado. O grupo Garapa é um dos casos de descontentamento com o mercado. Ele surgiu a partir da conversa de um grupo de jornalistas da Folha de São Paulo que estavam descontentes com a prática jornalísticas.
A partir daí, o grupo produziu, entre muitos outros formatos, várias reportagens multimídias. Basta acessar a seção do blog para se ter uma idéia de seu acervo. Já no meio acadêmico, o maior destaque é dos alunos do ECA-USP que produziram a reportagem multimídia Ambulantes no Trem. Toda feita em flash, a reportagem narra a situação dos vendedores ambulantes que circulam os metrôs da capital paulista, além de traçar um panorama da realidade social vivida por eles. O único pecado da matéria foi não ter aproveitado de modo mais eficiente o Blog, que ficou restrito as informações sobre o que o grupo foi fazer em cada dia e não abordou relatos mais contundentes da profissão do jornalista associada à multimídia.
Outro destaque no que tange a produção de reportagens multimídia é a Agência Brasil. Ligada ao governo brasileiro, a Agência tem um grande número de reportagens, de altíssima qualidade, tratando de temas que afetam a realidade do Brasil, tais como o aborto e o consumo consciente. Além disso, eles são os produtores de uma reportagem multimídia que conseguiu alcançar recordes de exibição, a Bon Bagay Haiti.
Os colaboradores da Agência Brasil ainda disponibilizaram em seus blogs alguns detalhes sobre o making off desta reportagem. Salientando a presença de uma equipe multimídia que é de fundamental importância para a boa execução da matéria.
O que se pode notar de um modo geral nas reportagens multimídia brasileiras é que há um privilégio dos temas não factuais. O melhor exemplo de reportagem multimídia brasileira encontrada pelo grupo foi a produzida pelo jornal gaúcho Zero Hora, tratando sobre o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, aliás, o jornal tem uma boa atuação na produção multimídia, valendo como um exemplo a parte.

Grupo:
Ana Maria Pereira
Bárbara Gergeheimer
Débora Antunes
Felipe Menicucci
Gianini Hartback
Manuella Resende
Talita Aquino
José Timóteo

Reportagem Multimídia: Os principais exemplos no exterior

O uso da reportagem multimídia (RM) já é recorrente nas páginas dos principais jornais do mundo. Nelas, são explorados em maior ou menor grau os conceitos próprios desse tipo de reportagem: interatividade, hipertextualidade, multimidialidade e memória.

A reportagem do The New York Times “The Debt Trap” (A armadilha do débito) explora bem os conceitos de interatividade e hiperatividade para tratar da onda de endividamentos de milhares de consumidores. O próprio usuário imprime seu ritmo de leitura, já que graças à hipertextualidade, na medida em que ele vai lendo algumas frases de efeito algumas palavras “saltam”, aparecendo opções de links “explore”. Ao clicar nessa opção, aparece o título e o formato da matéria a ser explorada. Na mesma matéria o recurso da interatividade também é bem utilizado. É oferecida ao usuário a possibilidade de comparar os seus gastos com os de outros americanos. A reportagem é rica em outros recursos como galeria de fotos e vídeos, caracterizando também a questão da multimidialidade.

Outro jornal que privilegia bastante o uso das reportagens multimídias é o El Pais. O jornal espanhol trabalha de modo significativo com a questão da memória, como por exemplo, no caso de uma reportagem em comemoração ao aniversário de 25 anos do jornal. Ela faz uma compilação dos grandes feitos de diversas áreas de conhecimentos realizados nesses 25 anos, dos principais personagens históricos, bem como das principais notícias veiculadas no jornal. O El Pais também mostrou um grande domínio da técnica de se fazer uma reportagem multimídia, o que possibilitou fazer uma reportagem sobre a conquista da Liga dos Campeões pelo Barcelona , com agilidade incrível. No mesmo dia da vitória, já estava disponível no site, uma vasta cobertura em que todos os recursos da RM eram explorados: infográficos, hipertextualidade, interatividade, áudio, vídeos, fotos, perfis, etc.O jornal argentino El Clarín dedica uma seção chamada Especiales as reportagens multimídias. As reportagens abordam temas variados e ganham um tratamento criativo sendo muito bem feitas e abusando de recursos, o que pode ser comprovado pelos vários prêmios já recebidos.

As reportagens multimídia são uma forte tendência, e devem ser cada vez mais utilizadas pelos jornais de modo a garantir abordagens mais diferenciadas e atrativas para o leitor.


Grupo:
Ana Maria Pereira
Bárbara Gergeheimer
Débora Antunes
Felipe Menicucci
Gianini Hartback
Manuella Resende
Talita Aquino
José Timóteo

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalismo Móvel: Exemplos no exterior

De acordo com a ComScore, em agosto de 2008, 6.5 milhões de pessoas assistiram a transmissões feitas com o celular, enquanto o Youtube teve uma audiência de 71 milhões no mesmo período.


Revista Variety

Considerada o primeiro grande veículo de comunicação a utilizar a ferramenta Qik, aparentemente a partir de julho de 2008, a revista é o segundo usuário com maior número de acessos aos seus vídeos nessa ferramenta.
As possibilidades de transmissão do Qik foram utilizadas em diversas oportunidades, como dentro de uma sala de cinema na pré-estréia do filme Speed Racer e em uma entrevista com Woody Allen durante um almoço no Festival de Cannes.


Portal espanhol ADN
O portal teria começado a realizar transmissões ao vivo pelo celular através da ferramenta Qik em junho de 2008, na final da Eurocopa, para transmitir a reação dos torcedores nas ruas com a vitória da seleção espanhola.


Rede BBC

A última eleição dos EUA foi apontada como uma grande vitrine para a exibição e experimentação de novas tecnologias para cobertura jornalística. As transmissões móveis ao vivo foram apontadas como as grandes sensações da cobertura, ocasião na qual a rede BBC passou a utilizar a ferramenta Qik para tais transmissões via celular.
A logística utilizada pela BBC prevê que o material bruto seja publicado diretamente no perfil da emissora no Qik sendo posteriormente editado para postagem no site da emissora.



Agência Reuters

Desde 2007 a agência internacional de notícias fechou parceria com a Nokia para que esta fornecesse-lhe um kit móvel para jornalistas, composto por celular com câmera, microfone, iluminação, tripé, monitor, teclado retrátil, câmera de vídeo e outros acessórios.
De acordo com o site Journalism.co.uk, a cobertura móvel foi ainda mais impulsionada na Reuters por ocasião das convenções dos partidos Republicano e Democrata para as últimas eleições dos EUA, a partir de agosto de 2008.
Além do celular Nokia N95, a agência passou a utilizar também a câmera Flip, que funciona com pilhas AA, faz uploads automáticos para o YouTube e possui 2GB de memória. A intenção é que os vídeos sejam feitos necessitando do mínimo de edição possível.


Revista Newsweek


Unicef

Pensando em poder prestar auxílio às vítimas de grandes tragédias naturais como terremotos, furacões e tsunamis, o Unicef está desenvolvendo um sistema de comunicação móvel chamado Bee.
O sistema, baseado em redes Wi-Fi, de celular e de rádio, permitiria que a Divisão de Comunicações do Unicef restabelecesse ao menos comunicação de emergência nas regiões afetadas, dada a facilidade de transporte e utilização.

Jornalismo Móvel: Exemplos no Brasil

Experiências de filmagem com celular: - Beep (2004) – curta-metragem de Giuliano Chiaradia; - Gordo Viaja – programa da MTV filmado com 4 Nokia N95; - Nada Original – clipe do Pato Fu filmado com dois celulares, dirigido por Rodolfo Nakakubo e Giuliano Chiaradia; - O Retorno de Saturno – clipe do Detonautas filmado apenas com celular, dirigido por Giuliano Chiaradia. - Retrato Celular – série do Multishow, com direção de Andrucha Waddington, gravado quase que inteiramente através de celulares por 24 jovens de 4 capitais brasileiras.


No jornalismo brasileiro:
Repórter Celular (TV Alterosa, afiliada do SBT) Pioneiro na tevê brasileira (2005) programa utilizava 18 celulares da Sony Ericsson (divididos entre as sucursais da emissora). Fruto de parceria com a Telemig Celular que, além dos aparelhos, forneceu suporte técnico e desenvolveu software exclusivo. Todos os repórteres de rua carregavam um aparelho e enviavam os vídeos via e-mail, através do próprio celular quando existia sinal da operadora parceira no local, e depois de aproximadamente 15 minutos já estavam prontos para irem ao ar. Repórteres receberam treinamento sobre envio de imagens à emissora, enquadramento e não-realização de movimentos bruscos durante a filmagem. Benny Cohen, editor geral de jornalismo da TV Alterosa, em chat do Comunique-se, em 01/06/2005: “O Repórter Celular é uma parceria entre a TV Alterosa e a Telemig Celular. A operadora de telefonia nos forneceu aparelhos modernos, com câmeras de vídeo, mais o suporte técnico. Cada repórter de rua carrega um aparelho desses e pode transmitir, por e-mail, de qualquer lugar onde haja cobertura de sinal, flashes para a programação ou para os telejornais. A vantagem é que, em muito menos tempo do que uma emissora leva normalmente, a TV Alterosa pode receber notícias e dar as informações em primeira mão. Há casos como uma manifestação recente que aconteceu em Medina, no norte do Estado, onde a população fechou uma rodovia para protestar contra o péssimo estado da pista. Antigamente, nós só teríamos as imagens no dia seguinte. Dessa vez, colocamos o flash no ar cerca de meia-hora depois do fato acontecido. Isso nos deu uma grande mobilidade e rapidez na produção e veiculação de notícias.” “[...], na verdade, as imagens não entram ao vivo. Entram um pouco depois, coisa de 15 minutos, no mínimo, depois. A baixa resolução da imagem se justifica pelo factual. Há um insert na tela avisando: "imagens geradas via GSM Edge Telemig Celular". O telespectador, então, compreende que ele está vendo uma imagem com qualidade inferior ao padrão, mas porque é uma notícia muito importante, ou de última hora. É o mesmo que acontece quando colocamos uma imagem em VHS ou digital de cinegrafista amador, por exemplo. Mas eu tenho certeza de que a qualidade da imagem irá, gradativamente melhorar, porque os avanços tecnológicos nessa área têm sido enormes e muito rápidos.”

Notícia Celular (TV Jornal Recife, afiliada do SBT) e JC Online


Pertencentes ao Sistema Jornal do Commercio, que vem se integrando rapidamente à convergência de mídias, a TV Jornal Recife e o portal JC Online vem realizando transmissões ao vivo em streaming com a utilização de celulares há aproximadamente seis meses. Na realização do evento Oi Fashion Music e em um debates para a eleição do ano passado, os repórteres, com celulares 3G Nokia N95, câmeras digitais, notebooks e programas como Qik e CoverItLive, postavam fotos e textos, transmitiam vídeos ao vivo do evento e realizavam enquetes com a participação do público.



Repórter Celular, no Primeiro Jornal (Band)

No Primeiro Jornal, o projeto “Repórter Celular” apresenta imagens ao vivo feitas por repórteres com um aparelho celular N93 da Nokia. Utilizando tecnologia 3G através de um link dedicado, faz uso do aplicativo Movino, que possui linguagem em código aberto. Em bate-papo com Tiago Dória (jornalista e consultor de mídia), o diretor de tecnologia e produção jornalística da Band, com Eduardo Brandini, disse que a emissora optou pelo Movino devido ao baixo delay se comparado com o Qik, aplicativo utilizado pela BBC. De acordo com Tiago Dória, em testes realizados por ele, o Movino travava de vez em quando utilizado com um Nokia N95.


Urblog (Época)


Blog da Revista Época de São Paulo, coordenado pela jornalista Juliana Vilas, publica diariamente vídeos, entrevistas fotos e textos sobre personagens e curiosidades da cidade de São Paulo. Todo o conteúdo de imagens é registrado com um celular Nokia N95 usando uma conexão 3G. De acordo com Alexandre Maron, editor da revista, a intenção é que a repórter saia às ruas munida do aparelho sem nenhuma pauta definida, desenvolvendo as reportagens de acordo com o que for se deparando pela cidade, ou seja, algo que seria impossível a um jornalista que permanece o dia inteiro na redação. A idéia é que num futuro próximo o Urblog passe a fazer transmissões ao vivo de vídeo pelo celular, associando à tecnologia do geotagging. Semelhante à agência de notícias Reuters, a revista fechou uma parceria com a Nokia no fornecimento de “kit mobile para jornalistas”, com celular e teclado retrátil.


Repórter 3G (Jornal Extra)

Desde janeiro de 2009 o jornal Extra desenvolve o projeto Repórter 3G, no qual os repórteres, munidos de celulares com câmera e notebooks, além de realizarem apuração para a versão impressa, produzem textos, áudios, fotos e vídeos e editam e enviam o material diretamente do local da reportagem para a versão online do jornal.


Mobi A Tarde (Jornal A TARDE)


O Jornal A Tarde, de Salvador, possui o portal móvel Mobi A Tarde, desenvolvido para ser acessado por celulares e dispositivos móveis. Além do acesso a conteúdos do portal e das 15 editorias que farão parte do conteúdo que poderá ser recebido em forma de SMS por usuários das operadoras Claro, Vivo e Oi, a R$ 0,10 por mensagem, foram criados também o canal especial Verão, que conterá informações sobre o Carnaval de Salvador. O jornal criou uma equipe específica para produzir conteúdos para aparelhos portáteis, com textos mais curtos que os que aparecem nas versões normais do portal. Essa é mais uma das iniciativas do Grupo A Tarde no que se refere à convergência de mídias, que em dezembro de 2008 já havia sido pioneiro em lançar a primeira iniciativa de utilização da tecnologia QR Code por empresas de comunicação no país. A prova dessa tendência no Grupo é a criação das Coordenadorias de Jornalismo Integrado, de Novos Negócios e de Conteúdo Móvel.