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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalismo Móvel

O jornalismo móvel é uma tendência mundial que vem crescendo com advento da tecnologia 3G. Tecnicamente, as reportagens ao vivo são veiculadas em real-time video streaming, um tipo de transmissão de dados que permite que o vídeo que está sendo captado na fonte seja disponibilizado pela Internet ao mesmo tempo em que está sendo produzido. Na modalidade, o repórter faz uso de aparelho celular com câmera embutida que, através de conexão 3G, envia os dados ao servidor. Essa é a definição clássica dada pelo site Jornalistas da Web. Nos casos acima, existem exemplos fora e dentro do Brasil.

Como pudemos perceber, a proliferação de conexões sem fio e de tecnologias móveis digitais avançadas fizeram surgir as discussões sobre uma nova forma de jornalismo através de tecnologias como: Wi-Fi, WiMax, Bluetooth, 3G, 4G, celulares, smartphones, palmtops, notebooks, tablets PC, câmeras digitais e similares. A instantaneidade que servia apenas para disponibilizar textos jornalísticos passa a atuar em outras frentes. As redes de alta velocidade e a tecnologia 3G dos celulares possibilitam a transmissão não só de textos, mas principalmente de vídeos, áudio e fotos.

A mudança mais clara para o jornalismo está no fato de que os conceitos do contexto informacional estão no âmbito das ferramentas que propiciam maior mobilidade física e comunicacional e possibilita a geração de conteúdo em situação de instantaneidade mais potencializada. Para isso podem ser utilizadas algumas ferramentas de uso simples como o site Qik. Dentro da própria Internet, há vários sites e blogs que tratam do tema.


Se você se interessa por esta área tecnológica, não deixe de conferir o post sobre Jornalismo Multimídia.


Equipe de trabalho: Diego Abdou, Felipe Pedroza, Filipe Domingues, Joséllio Carvalho, Pablo Pereira, Tatiana Duarte e Vagner Ribeiro. Todos são alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa.

Jornalismo Móvel: Links da bibliografia e reflexões do grupo

Bibliografia


Jornalismo e Tecnologias da Mobilidade: Conceitos e Configurações

Jornalismo live streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano


Monografia: O celular com câmera e o fotojornalismo


Jornalismo Móvel


Tiago Dória, em seu blog afirma que:

“Gravar entrevistas com celulares com câmeras de vídeo é melhor para arrancar declarações de fontes tímidas ou arredias à imprensa. É bem menos intimidador do que chegar com uma equipe de TV, formada por câmera, repórter e assistente. A revista Newsweek e o site da Revista Variety optaram pelo uso do celular justamente por esses motivos.” “O que acho interessante [...] é que você pode utilizá-lo não necessariamente para fazer uma matéria ao vivo com começo, meio e fim – a qualidade da imagem não é das melhores. Mas para criar fragmentos de informações mais imediatistas, uma camada a mais de informação que pode complementar uma reportagem maior [...].” "Tammy Haddad, consultora de mídia da revista Newsweek, mostra na prática o quanto utilizar esses equipamentos pode ser positivo para o jornalismo. Ela mesmo está usando uma Sanyo para gravar reportagens em vídeo para a revista. Segundo ela, gravar entrevistas com câmeras de mão ou celulares com câmeras de vídeo é melhor para arrancar declarações de fontes tímidas ou arredias à imprensa. [...]Com esse tipo de equipamento você pode intervir menos no fato, a presença do repórter é mais discreta".


Reflexões do grupo

- Imediatismo;

- Menor volume de equipamento a ser carregado;

- Menor número de profissionais que precisam estar envolvidos;

- Menor intimidação ao entrevistado do que a parafernália habitual;

- geotagging, ubiqüidade e pervasividade;

- Mudanças no deadline e nos produtos jornalísticos produzidos;

- Ambiente móvel de produção

- “redação virtual”;

- Rapidez do processo diminui o comprometimento da qualidade da notícia;


Jornalismo Móvel: Conceitos

Há décadas, alguns meios e instrumentos de comunicação já trabalhavam com a produção e a recepção de conteúdos, casos do rádio e da tv. Depois vieram o e-mail, SMS (Serviço de Mensagens Curtas), MMS (Serviço de Mensagens Multimidia), etc. A grande inovação do jornalismo móvel atual, através de seus adventos tecnológicos, é realizar um processo de produção, transmissão e recepção de conteúdos de maneira instantânea e portátil. Se traçarmos uma linha de evolução, teremos: rádio, Tv, transmissões ao vivo, e-mail, computadores e portáteis, tempo real, site, blog, microblog e moblog, SMS/MMS, livestream e livestream portátil.

MoJo
Em 2005 surge o temo Mojo, mobile journalist, ou jornalista móvel. O termo ilustra bem a figura do jornalista moderno, que utiliza de notebooks, câmeras, gravadores digitais produzir suas matérias e conexões banda larga para postar à distância.

Equipamentos
Após uam pesquisa, elaboramos uma lista dos equipamentos mais utilizados atualmente, com suas respectivas faixas de preços: Nokia N93 – R$ 570,00 a R$ 2.160,00;Nokia N95 – R$ 1.000,00 a R$ 1.900,00; Nokia N97 – a ser lançado; iPhone – R$ 2.000,00 a R$ 3.200,00
Sanyo HD – R$ 3.800,00; Flip – R$ 240,00 a R$ 555,00;Aipitek – US$ 200,00; Vado Pocket Video – US$ 99,00

Ferramentas
O Moblog é uma fusão dos termos mobile+blog, ou seja, blog que permite atualização através de dispositivos móveis. Algumas operadoras, saco da Vivo, Oi e BrasilTelecom usam essa tecnologia.
Os plicativos de livestream “portátil” tão são usados como ferramentas.


Mídia locativa, Smart Mobs e Flash Mobs

A Mídia locativa a característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade.

Os Smart Mobs são conceituados como “multidões inteligentes” ou “mobilização inteligente”, considerado a inspiração para os flash mobs.

Os Flash Mobs, "mobilização instantânea“, tratam-se de um acontecimento geralmente marcado com certa antecedência em que pessoas se reúnem em um determinado horário para fazerem algo em comum, normalmente de cunho lúdico.

Produção portátil
No século XXI se deu a proliferação de equipamentos e tecnologias móveis digitais cada vez mais avançadas. Se os aparelhos já eram utilizados na comunicação oral, envio de textos, fotos e vídeos, com o tráfego de dados em banda larga 3G ou Wi-Fi ampliam-se o uso destes recursos.

Jornalismo Móvel: Glossário

- 3G - Tecnologia de terceira geração dos celulares que permite a navegação ou download e upload em rede de alta velocidade

- Wi-Fi - O termo foi escolhido como uma brincadeira com o termo Hi-Fi e pensa-se que é uma abreviatura para wireless fidelity, no entanto a empresa detentora da marca não reconhece isso. Comumente o termo Wi-Fi é entendido como uma tecnologia de interconexão entre dispositivos sem fios. Para se ter acesso à internet através de Wi-Fi deve-se estar no raio de ação ou área de abrangência de um ponto de acesso (normalmente conhecido por hotspot) ou local público onde opere rede sem fios e usar dispositivo móvel.

- Bluetooth – especificação para áreas de redes pessoais sem fio. Provê uma maneira de conectar e trocar informações entre dispositivos como telefones celulares, notebooks, computadores, impressoras, câmeras digitais e consoles de videogames através de uma freqüência de rádio de curto alcance globalmente não licenciada e segura.

- Smartphones - telefone celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados no seu Sistema Operacional. Tradução - "telefone inteligente". Usualmente possui: capacidade de conexão com redes de dados para acesso à internet, capacidade de sincronização dos dados do organizador com um computador pessoal e agenda de contatos que utiliza toda a memória disponível no celular (não é limitada a um número fixo de contatos).

- Palmtops – computador de dimensões reduzidas, com grande capacidade computacional e que cumpre as funções de agenda e sistema informático de escritório, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede informática sem fios para acesso a e-mail e internet. Alguns possuem modem, câmera digital, tela colorida.

- Tablets PC - computador pessoal com o formato de um Laptop ou prancheta, que pode ser acessado com o toque de uma caneta especial. Desta maneira, poderá ser usado sem mouse ou teclado.

- SMS – Short Message Service ou Serviço de Mensagem Curta.


- MMS – Multimedia Messaging Service ou Serviço de Mensagem Multimídia – evolução do SMS, não mais limitado a 160 caracteres, podem ter audiovisual e imagens.

- Geotagging – “Localismo” - geolocalização via GPS nas notícias, ajudando a compreensão da informação em seu espaço físico. Cria uma relação mais próxima entre espaço urbano, o jornalismo e a produção da notícia.

- Instantaneidade intensiva - necessidade do jornalismo atual de produção da notícia primeiro ou com exclusividade, o que demanda uma velocidade maior no fluxo de produção, o que é proporcionado pela internet.

- Live streaming - condição que as novas tecnologias possibilitam para a produção e transmissão de vídeo ou áudio em tempo real e de forma contínua. a produção da notícia.

- Microblog - publicação de blog que permite aos usuários que façam atualizações breves de texto e publicá-las para que sejam vistas publicamente ou apenas por um grupo restrito escolhido pelo usuário.

- Moblog – fusão dos termos mobile+blog, ou seja, blog que permite atualização através de dispositivos móveis.

- MoJo – mobile journalist – Jornalista móvel

- Ubiqüidade ou pervasividade – resultado do avanço acelerado da tecnologia computacional, uma tendência a dotar qualquer produto feito pelo homem com hardware e software.


- QR Code – Quick Response Code


Matriz ou “código de barras” bi-dimensional, criado pela empresa Japonesa Denso-Wave em 1994. Seu nome vem da possibilidade de ser interpretado rapidamente, até mesmo com imagens de baixa resolução, como as feitas por câmeras digitais de celulares.


Bastante popular no Japão, Estados Unidos e Europa o QR Code é uma espécie de substituto dos códigos de barra das embalagens. A vantagem é que vai além e visualiza outros formatos. Munido de um celular com câmera e um aplicativo específico que possa ler o código através da lente, pode-se ter acesso a informações complementares na tela do dispositivo móvel como vídeos, fotos, áudios ou textos.

O QR Code foi criado inicialmente para catalogar diferentes partes na construção de veículos, e hoje é usado no gerenciamento de uma grande variedade de indústrias. Desde 2003, estão sendo desenvolvidas aplicações direcionadas para ajudar os usuários na tarefa de adicionar dados em telefones celulares, endereços, URLs e informações pessoais detalhadas, como em cartões de visitas, facilitando a inserção dessas informações em bancos de dados e dispositivos móveis.

De acordo com a empresa criadora, "QR Code é aberto para uso e sua patente, pela Denso-Wave, não é praticada." A capacidade de armazenamento de dados é apontada como 7.089 caracteres para dados numéricos, 4.296 para alfanuméricos e 2.953 para binário (8 bits).

No Brasil, além do jornal A Tarde, de Salvador, se tem notícias da utilização do código na revista Viagem, da editora Abril, no programa de TV Urbano, do canal Multishow e no site da banda Falcatrua, de Belo Horizonte.

No Canadá, o jornal National Post passou a utilizar o código de barras 2D ScanLife, semelhante ao QR Code e com as mesmas funcionalidades. A única diferença é que o código não é aberto e a patente é exercida.


Jornalismo Móvel: Tutorial especial do Qik

No vídeo abaixo, Joséllio faz uma explicação do Qik a partir do próprio aplicativo e ainda propõe um debate.
Confiram!

Jornalismo Móvel: Tutoriais a partir dos aplicativos online

Aplicativos/gadgets que permitem fazer transmissões ao vivo pelo celular:


Qik

É considerado o mais conhecido desses serviços e um dos mais estáveis para transmissão, além de não precisar de maiores configurações. É gratuito e possui interface agradável, tanto no celular, para quem transmite, quanto no PC, para quem assiste. É só cadastrar o celular no site que a ferramenta envia um sms para que se possa baixar o aplicativo necessário no aparelho celular. Permite integração com o Twitter para avisar a sua audiência online do início da transmissão e possui geotagging, que indica a localização de onde a transmissão está sendo feita. Utilizado por: rede BBC, revista Variety, portal espanhol ADN, portal The Huffington Post e pelo canal C-SPAN, que flagrou um protesto do lado de fora da convenção nacional do Partido Democrata dos EUA que as tevês não mostraram.

Kyte.tv

Permite transmissões ao vivo através de celulares e possui versão em português para aparelhos com plataforma S60. Utilizado pela KLAS-TV, de Las Vegas, afiliada da CBS, que enviou estudantes de jornalismo para cobrir a convenção nacional do Partido Democrata dos EUA, transmitindo ao vivo direto de aparelhos Nokia N95.

Bambuser

Permite a fácil configuração do tamanho de exibição do vídeo e da luminosidade, através de indicação à ferramenta se a gravação está sendo realizada em ambiente aberto ou fechado. Além de possibilitar a quem assiste baixar os vídeos em formato flv após o término da transmissão, permite ao quem transmite a escolha de gravar ou não o vídeo transmitido. É suportado em 128 tipos diferentes de aparelhos celulares.

UStream

Permite transmitir ao vivo de um iPhone ou Nokia com plataforma S60.

Live Yahoo!

Essa ferramenta do Yahoo! permite transmissão ao vivo e gratuita em streaming de mensagens de voz, textos, fotos e vídeos através de câmeras USB.

Flixwagon

De acordo com testes, é um dos que roda de forma mais leve no celular. Possui geotagging, permite avisar a audiência online via Twitter que a transmissão foi iniciada e possui widget que permite colocar os vídeos em seu blog, além de possibilitar a escolha de transmissão pública, apenas para seus contatos ou apenas pessoal, para posterior arquivamento.

Silverlight

Ferramenta da Microsoft para transmissões ao vivo em streaming, o Silverlight foi utilizado pela NBC para fazer transmissões dos Jogos Olímpicos de Pequim e pela CBS para transmissão do March Madness, uma série de jogos de basquete. Nas últimas eleições dos EUA a Microsoft disponibilizou canal para transmissões ao vivo através de aparelhos celulares, o que deve ser uma das novas apostas da empresa.

Movino

Através de 3G ou Wi-Fi, é possível transmitir vídeos ao vivo do celular com plataforma S60 para sites, ou através de Bluetooth usá-lo como webcam para Mac OS X. Gratuito e com código aberto.

Procaster

Ferramenta gratuita que permite transmissão em livestream a partir de filmadora, de webcam, da tela do computador ou do videogame. Possibilita a interação através de chats, envio direto para postagem em blog ou site e avisar sua audiência através do Twitter. É possível configurar o aplicativo para ajustes de qualidade de vídeo – de baixa HD.

Justin.TV


CoverItLive

Jornalismo Móvel: Exemplos no exterior

De acordo com a ComScore, em agosto de 2008, 6.5 milhões de pessoas assistiram a transmissões feitas com o celular, enquanto o Youtube teve uma audiência de 71 milhões no mesmo período.


Revista Variety

Considerada o primeiro grande veículo de comunicação a utilizar a ferramenta Qik, aparentemente a partir de julho de 2008, a revista é o segundo usuário com maior número de acessos aos seus vídeos nessa ferramenta.
As possibilidades de transmissão do Qik foram utilizadas em diversas oportunidades, como dentro de uma sala de cinema na pré-estréia do filme Speed Racer e em uma entrevista com Woody Allen durante um almoço no Festival de Cannes.


Portal espanhol ADN
O portal teria começado a realizar transmissões ao vivo pelo celular através da ferramenta Qik em junho de 2008, na final da Eurocopa, para transmitir a reação dos torcedores nas ruas com a vitória da seleção espanhola.


Rede BBC

A última eleição dos EUA foi apontada como uma grande vitrine para a exibição e experimentação de novas tecnologias para cobertura jornalística. As transmissões móveis ao vivo foram apontadas como as grandes sensações da cobertura, ocasião na qual a rede BBC passou a utilizar a ferramenta Qik para tais transmissões via celular.
A logística utilizada pela BBC prevê que o material bruto seja publicado diretamente no perfil da emissora no Qik sendo posteriormente editado para postagem no site da emissora.



Agência Reuters

Desde 2007 a agência internacional de notícias fechou parceria com a Nokia para que esta fornecesse-lhe um kit móvel para jornalistas, composto por celular com câmera, microfone, iluminação, tripé, monitor, teclado retrátil, câmera de vídeo e outros acessórios.
De acordo com o site Journalism.co.uk, a cobertura móvel foi ainda mais impulsionada na Reuters por ocasião das convenções dos partidos Republicano e Democrata para as últimas eleições dos EUA, a partir de agosto de 2008.
Além do celular Nokia N95, a agência passou a utilizar também a câmera Flip, que funciona com pilhas AA, faz uploads automáticos para o YouTube e possui 2GB de memória. A intenção é que os vídeos sejam feitos necessitando do mínimo de edição possível.


Revista Newsweek


Unicef

Pensando em poder prestar auxílio às vítimas de grandes tragédias naturais como terremotos, furacões e tsunamis, o Unicef está desenvolvendo um sistema de comunicação móvel chamado Bee.
O sistema, baseado em redes Wi-Fi, de celular e de rádio, permitiria que a Divisão de Comunicações do Unicef restabelecesse ao menos comunicação de emergência nas regiões afetadas, dada a facilidade de transporte e utilização.

Jornalismo Móvel: Exemplos no Brasil

Experiências de filmagem com celular: - Beep (2004) – curta-metragem de Giuliano Chiaradia; - Gordo Viaja – programa da MTV filmado com 4 Nokia N95; - Nada Original – clipe do Pato Fu filmado com dois celulares, dirigido por Rodolfo Nakakubo e Giuliano Chiaradia; - O Retorno de Saturno – clipe do Detonautas filmado apenas com celular, dirigido por Giuliano Chiaradia. - Retrato Celular – série do Multishow, com direção de Andrucha Waddington, gravado quase que inteiramente através de celulares por 24 jovens de 4 capitais brasileiras.


No jornalismo brasileiro:
Repórter Celular (TV Alterosa, afiliada do SBT) Pioneiro na tevê brasileira (2005) programa utilizava 18 celulares da Sony Ericsson (divididos entre as sucursais da emissora). Fruto de parceria com a Telemig Celular que, além dos aparelhos, forneceu suporte técnico e desenvolveu software exclusivo. Todos os repórteres de rua carregavam um aparelho e enviavam os vídeos via e-mail, através do próprio celular quando existia sinal da operadora parceira no local, e depois de aproximadamente 15 minutos já estavam prontos para irem ao ar. Repórteres receberam treinamento sobre envio de imagens à emissora, enquadramento e não-realização de movimentos bruscos durante a filmagem. Benny Cohen, editor geral de jornalismo da TV Alterosa, em chat do Comunique-se, em 01/06/2005: “O Repórter Celular é uma parceria entre a TV Alterosa e a Telemig Celular. A operadora de telefonia nos forneceu aparelhos modernos, com câmeras de vídeo, mais o suporte técnico. Cada repórter de rua carrega um aparelho desses e pode transmitir, por e-mail, de qualquer lugar onde haja cobertura de sinal, flashes para a programação ou para os telejornais. A vantagem é que, em muito menos tempo do que uma emissora leva normalmente, a TV Alterosa pode receber notícias e dar as informações em primeira mão. Há casos como uma manifestação recente que aconteceu em Medina, no norte do Estado, onde a população fechou uma rodovia para protestar contra o péssimo estado da pista. Antigamente, nós só teríamos as imagens no dia seguinte. Dessa vez, colocamos o flash no ar cerca de meia-hora depois do fato acontecido. Isso nos deu uma grande mobilidade e rapidez na produção e veiculação de notícias.” “[...], na verdade, as imagens não entram ao vivo. Entram um pouco depois, coisa de 15 minutos, no mínimo, depois. A baixa resolução da imagem se justifica pelo factual. Há um insert na tela avisando: "imagens geradas via GSM Edge Telemig Celular". O telespectador, então, compreende que ele está vendo uma imagem com qualidade inferior ao padrão, mas porque é uma notícia muito importante, ou de última hora. É o mesmo que acontece quando colocamos uma imagem em VHS ou digital de cinegrafista amador, por exemplo. Mas eu tenho certeza de que a qualidade da imagem irá, gradativamente melhorar, porque os avanços tecnológicos nessa área têm sido enormes e muito rápidos.”

Notícia Celular (TV Jornal Recife, afiliada do SBT) e JC Online


Pertencentes ao Sistema Jornal do Commercio, que vem se integrando rapidamente à convergência de mídias, a TV Jornal Recife e o portal JC Online vem realizando transmissões ao vivo em streaming com a utilização de celulares há aproximadamente seis meses. Na realização do evento Oi Fashion Music e em um debates para a eleição do ano passado, os repórteres, com celulares 3G Nokia N95, câmeras digitais, notebooks e programas como Qik e CoverItLive, postavam fotos e textos, transmitiam vídeos ao vivo do evento e realizavam enquetes com a participação do público.



Repórter Celular, no Primeiro Jornal (Band)

No Primeiro Jornal, o projeto “Repórter Celular” apresenta imagens ao vivo feitas por repórteres com um aparelho celular N93 da Nokia. Utilizando tecnologia 3G através de um link dedicado, faz uso do aplicativo Movino, que possui linguagem em código aberto. Em bate-papo com Tiago Dória (jornalista e consultor de mídia), o diretor de tecnologia e produção jornalística da Band, com Eduardo Brandini, disse que a emissora optou pelo Movino devido ao baixo delay se comparado com o Qik, aplicativo utilizado pela BBC. De acordo com Tiago Dória, em testes realizados por ele, o Movino travava de vez em quando utilizado com um Nokia N95.


Urblog (Época)


Blog da Revista Época de São Paulo, coordenado pela jornalista Juliana Vilas, publica diariamente vídeos, entrevistas fotos e textos sobre personagens e curiosidades da cidade de São Paulo. Todo o conteúdo de imagens é registrado com um celular Nokia N95 usando uma conexão 3G. De acordo com Alexandre Maron, editor da revista, a intenção é que a repórter saia às ruas munida do aparelho sem nenhuma pauta definida, desenvolvendo as reportagens de acordo com o que for se deparando pela cidade, ou seja, algo que seria impossível a um jornalista que permanece o dia inteiro na redação. A idéia é que num futuro próximo o Urblog passe a fazer transmissões ao vivo de vídeo pelo celular, associando à tecnologia do geotagging. Semelhante à agência de notícias Reuters, a revista fechou uma parceria com a Nokia no fornecimento de “kit mobile para jornalistas”, com celular e teclado retrátil.


Repórter 3G (Jornal Extra)

Desde janeiro de 2009 o jornal Extra desenvolve o projeto Repórter 3G, no qual os repórteres, munidos de celulares com câmera e notebooks, além de realizarem apuração para a versão impressa, produzem textos, áudios, fotos e vídeos e editam e enviam o material diretamente do local da reportagem para a versão online do jornal.


Mobi A Tarde (Jornal A TARDE)


O Jornal A Tarde, de Salvador, possui o portal móvel Mobi A Tarde, desenvolvido para ser acessado por celulares e dispositivos móveis. Além do acesso a conteúdos do portal e das 15 editorias que farão parte do conteúdo que poderá ser recebido em forma de SMS por usuários das operadoras Claro, Vivo e Oi, a R$ 0,10 por mensagem, foram criados também o canal especial Verão, que conterá informações sobre o Carnaval de Salvador. O jornal criou uma equipe específica para produzir conteúdos para aparelhos portáteis, com textos mais curtos que os que aparecem nas versões normais do portal. Essa é mais uma das iniciativas do Grupo A Tarde no que se refere à convergência de mídias, que em dezembro de 2008 já havia sido pioneiro em lançar a primeira iniciativa de utilização da tecnologia QR Code por empresas de comunicação no país. A prova dessa tendência no Grupo é a criação das Coordenadorias de Jornalismo Integrado, de Novos Negócios e de Conteúdo Móvel.